Thursday, December 30, 2004

 

A obra do padre Américo merece o nosso apoio

Há muito que me anda a moer o que por aí se passa (diz) da obra do Gaiato. A falta de informação tem silenciado a minha revolta.
Só que, esta semana, casualmente, em viagem ouvi um sacerdote da obra do Pe. Américo dizer que não conheceu o relatório da Segurança Social e que só tem conhecimento do que por aí se diz acerca da sua casa, através da comunicação social.
Quase saltei ao volante de revolta. Então atira-se para a praça pública uma prenda-relatório, feito sabe-se lá por quem e com que intenção… sem se informar a instituição?
Não acreditaria se não ouvisse do próprio sacerdote esta afirmação.
Brinca-se com tudo e também com coisas sérias como é a obra do Pe. Américo, onde milhares de crianças têm encontrado um lar que os acolha e, segundo relatos seus, onde encontraram uma família que os ajudou a crescer e a tornarem-se homens!…
Alguém disse: menti, menti que da mentira alguma coisa fica… e será esta a intenção ao assombrar a imagem da Casa do Gaiato?
Mais surpreendente ainda é que o ministro que tem a tutela do gabinete que elaborou o pseudo relatório não tenha tido uma palavra para a Instituição, que merece o carinho dos portugueses e a admiração dos que por lá passaram…
Um gabinete qualquer não pode deitar por terra a imagem de uma obra que pode ter falhas pedagógicas, pode não aplicar as teorias mais modernas, pode até acontecer que de vez em vez se castigue alguma criança, como nos castigaram os nossos pais e ainda bem. O que não pode é proibir-se de receber crianças… manter as portas abertas… abrir os braços à pobreza, muito menos quando o Estado não tem resposta para estes casos.
Imagino que o Natal este ano tenha sido diferente para esta Instituição… porque água mole em pedra dura…
Mas ainda assim também tenho a certeza da tranquilidade que advém quando se faz o melhor por aqueles que não têm quem faça por eles, que a consciência dos actuantes esteja tranquila, pois quem não deve não teme!
Deixo uma palavra de solidariedade para os responsáveis da Casa do Gaiato, com votos de que os objectivos do Pe. Américo se cumpram e a verdade vença!

 

A Turquia prepara-se para aderir à UE

A Turquia ao reconhecer Chipre, está em condições de pensar na adesão à Comunidade Europeia. Com efeito, o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, colocou a questão do reconhecimento do governo cipriota, como primeira condição.
Antes da cimeira de Chefes de Estado e de Governo, que decorreu em Bruxelas, Durão Barroso previu a adesão da Turquia para 2014.
O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, já deu sinais de concordância às exigências da UE, e uma data para o início das conversações poderá acontecer já em 2005, a 3 de Outubro, de acordo com o resultado da cimeira de Bruxelas.

 

Tragédia Asiática

O Sudoeste Asiático sofreu um dos maiores sismos de que há registo, tendo atingido 8.9 na escala de Richter, cujo máximo é 9.
Este sismo, que teve o seu epicentro ao largo da ilha de Sumatra, Indonésia, fez sentir
os seus efeitos no Sri Lanka, Sul da India, Tailândia, Malásia, Maldivas, Birmânia e Bangladesh. Sendo ainda desconhecida, a contagem avança em 22.800 o número de vítimas, um terço deles crianças segundo a UNICEF.
Para além do terramoto, que teve início às 7h59, hora de Lisboa, formou-se também um maremoto, que varreu a orla costeira, contribuindo para o aumento do número de vítimas entre residentes e turistas.
A ONU enviou equipas de socorro. A União Europeia prometeu três milhões de euros de ajuda “para cobrir as primeiras necessidades vitais”, e uma “assistência substancial” será prestada assim que “a extensão das necessidades for conhecida”, adiantou o comissário europeu para o Desenvolvimento
e Ajuda Humanitária, Louis Michel. O comissário reconhece que “as necessidades são enormes” e que “a extensão da catástrofe indica que será necessário uma grande ajuda”. A UE irá ajudar a “garantir água, abrigo, comida”.
O Papa João Paulo II apelou a uma ajuda maciça às vítimas do terramoto. “Esperamos que a comunidade internacional actue para levar ajuda às populações atingidas”, disse durante a sua oração semanal na praça de São Pedro, em Roma.
S.

Tuesday, December 28, 2004

 

Portugal virou costas a Macau

Por amável convite da Presidência da República assisti in loco, à entrega de Macau aos chineses, aquando em 1999 foi declarado o fim do império.
Vi uma terra desenvolvida, limpa, harmoniosa, com ordem e um nível de vida considerável.
No adeus vi portugueses carregados de incógnitas como vi chineses de lágrimas nos olhos pela mudança que se ia operar nas suas vidas, apesar das promessas de Pequim “um país, dois sistemas”.
De então para cá tudo tem acontecido, até assaltos e criminalidade. E os portugueses que lá ficaram foram entregues à sua sorte… até que um dia junto da muralha de S. Paulo decidiram constituir-se como Associação. Deram as mãos, organizaram até uma manifestação de rua e, a partir de então, foram vistos com outros olhos.
Agora é o general Rocha Vieira, o último governador de Macau, a afirmar: “Portugal virou as costas ao que de bom fez em Macau”. E é neste sentido que o cônsul geral de Portugal em Macau, Pedro Martinho, se refere, dizendo: “chegou a hora da comunidade portuguesa ser mais interventiva
na sociedade macaense”.
S.

 

Onde está o Natal?

O Natal hoje é muito diferente do Natal que eu vivi na minha meninice. Hoje o Natal está estragado com a febre do consumismo. Há mesmo quem deixe a família na noite de consoada para ir “curtir” com os amigos para uma discoteca qualquer…
O Natal de que eu tenho saudades é daquele que eu vivi durante muitos anos. Partilho convosco toda a pedagogia que o mesmo encerrava. Desde logo, porque estávamos no Alentejo, terra de pão, com a devida antecedência (no início do advento), todos plantávamos uma searinha (trigo ou centeio, num pequeno recipiente) que depois se transportava para o presépio.
Depois, começava a escolha do maior madeiro para acender na noite longa de espera do Menino que descia a chaminé…
A inocência da criança transportava para estes rituais toda a magia da quadra, quando na escola, se ia procurar musgo e montar anualmente o presépio na igreja que ficava colada à escola. Até que chegava a noite maior e o dia mais desejado, onde a criançada deixava o sapatinho que seria visitado pelo Menino Jesus para deixar a prendinha – quase sempre a repetição das mesmas prendas – um chocolate com uma figurinha ou alguma peça de roupa que as mães entendiam precisar de comprar.
A Missa do Galo era apenas uma lembrança, pois o Pároco de um concelho enorme não celebrava em todas as Paróquias, como é óbvio. Mas a miudagem falava da Missa do Galo como se fosse um ritual comum, como era o beijar o Menino Jesus na Missa de Natal…
E do Presépio da noite de Natal até ao Canto dos Reis era uma semana longa, pois se a vinda do Menino Jesus com os presentinhos já chegara, o Cântico dos Reis era uma novidade porque os grupos entravam em nossas casas, bebiam um copo, ou comiam uma bucha e aquela sã socialização fica para sempre na memória das crianças.
Hoje, estes rituais caíram em desuso. Mas na minha mente, serei sempre criança, já que nunca mais esquecerei esse Natal da minha infância, bem mais à maneira cristã, já que hoje é o consumismo que super abunda. E, por isso, talvez não haja Natal com a magia e a simplicidade daqueles que me marcaram!

Friday, December 17, 2004

 

A força dos Patriarcas

Jorge Sampaio, hoje, tem a mesma legitimidade para dissolver a Assembleia Legislativa, como tinha há cinco meses quando decidiu dar continuidade ao Governo de Durão Barroso na força da coligação que o sustentava.
As razões hoje são as mesmíssimas de então, pois o Governo tem uma maioria que o apoia e Santana Lopes saiu reforçado do Congresso de Barcelos.
Porém, o contexto hoje é outro. O PS tem as sondagens favoráveis; o patriarca Mário Soares alarmou o país com uma ditadura militar, não fora Portugal pertencer à Comunidade Europeia… Por sua vez o Patriarca Cavaco Silva alertou para os políticos responsáveis desocuparem os políticos irresponsáveis. E como se isto não chegasse, começam os grupos económicos a sentir-se ameaçados pela política que o governo estava a encetar… cobrando impostos, revelando o segredo bancário, descobrindo fraudes que estão em marcha, como por exemplo os negócios com as SCUT’s.
Tudo isto pesou na decisão de Jorge Sampaio, que antes mesmo de dar conhecimento ao Presidente da Assembleia, de consultar o Conselho de Estado e os Partidos Políticos tomou a decisão de não aceitar a substituição de um ministro, que decidiu trair o seu amigo que lhe dera a mão para ir para o Governo…
E é por todas estas razões que os portugueses não concordam com a decisão do Senhor Presidente, que abriu uma crise institucional na pior altura, quando havia sinais de retoma económica e quando o Governo estava aprovando um orçamento que aumentava o investimento público e diminuía os impostos aos portugueses de menores posses… E Sampaio não gostou destes sinais e aproveitou a crise aberta por Henrique Chaves para pôr um travão na governação de Santana Lopes.
Afinal, onde está o argumento usado, em Julho, de que os mandatos são para cumprir?
Os políticos são todos iguais, mesmo o Presidente da República.

 

Assim vai este país

A decisão de Jorge Sampaio em dissolver a Assembleia da República foi como uma bola de neve que o Presidente atirou cujas consequências estão ainda por apurar.
Jorge Sampaio não apresentou razões objectivas para a queda parlamentar, que fez cair; apresentou supostas críticas ao Governo, que deixou em funções pedindo-lhe que aprovasse o Orçamento de Estado, para bem do país…
A decisão de Jorge Sampaio e o discurso preparado em 15 dias só poderia ter uma resposta de Santana Lopes. E esta apareceu – o pedido de demissão do Governo, para que seja clarificado o espaço que lhe é reservado até ao próximo Governo, que será o XVII em 30 anos de democracia.
Não é possível estabilidade, nem desenvolvimento económico, com média de pouco mais de um ano para cada Governo…
E foi isto que Santana Lopes disse ao Presidente. Garantiu o Governo de Gestão para acalmar o Presidente que o havia advertido de que o Governo teria limitações políticas e acalmou os adversários de outros partidos de que não iria tomar decisões que lhe eram conferidas pela Constituição (quiçá um vazio da mesma) e que poderiam influenciar os eleitores.
Agora está tudo claro: sem Parlamento, sem Governo, sem força militar temos apenas um órgão com legitimidade, que bem pode proclamar a Monarquia pois é como reis absolutos que têm governado os nossos últimos presidentes. À sombra da democracia, vivem em palácios reais, com séquito monárquico e decidindo subjectivamente ao sabor dos ecos do "diz que se diz".
De uma vez por todas, que esta campanha eleitoral que vai decorrer em tempo de folia carnavalesca, seja ousada, esclarecedora e reveladora da real situação do país.
Se antes as trupes carnavalescas tinham liberdade para dizer o que noutras ocasiões não lhes era permitido… que agora possa acontecer o mesmo.
Viver ao faz de contas é que não interessa a ninguém, muito menos a Portugal!

 

Moçambique recebe elogios

Porque decorreram com muita ordem, as eleições gerais que se realizaram na semana passada em Moçambique, quase passaram despercebidas.
Efectivamente, independentemente do resultado final que ainda é desconhecido, a missão de observadores da União Europeia considerou que foi “calma e ordeira” e exige a contagem final dos votos.
Contudo, o chefe da missão europeia, o euro-deputado espanhol Javier Pomés, considerou que o eleitorado moçambicano deu uma “lição de civismo e respeito pelas normas estabelecidas” na votação.
No entanto, o chefe da missão europeia voltou a advertir para a necessidade de ser garantido o acesso dos observadores a todas as fases do processo, nomeadamente às recontagens finais provinciais e nacional e a “todos os editais que forem rejeitados pela Comissão Nacional de Eleições de Moçambique”(CNE).
A CNE defende que a lei eleitoral moçambicana apenas permite a presença dos observadores nas assembleias de voto e, a poucas horas de se dar início às recontagens finais, a EU ainda não tinha garantida a sua presença naquelas sessões.
A União Europeia, com 130 observadores no terreno, visitou 1 398 assembleias de voto nos 11 círculos eleitorais daquele país.
Entretanto a Renamo rejeitou os resultados que vão sendo conhecidos a pouco e pouco.
S.

Friday, December 03, 2004

 

Putin visitou Portugal

O presidente Vladimir Putin, que em 2002, fora obrigado a cancelar uma programada visita a Portugal, devido ao atentado no teatro Dubrovka, aproveitou agora a vinda ao Chile onde participou na cimeira da APEC.
Numa curta escala em Lisboa, o presidente russo encontrou-se com Santana Lopes e Jorge Sampaio. A agenda de conversações entre os governantes lusos e russo, passa pela análise das relações económicas e comerciais entre os dois países, bem como a Aliança Atlântica e as relações com África e Médio Oriente. Também o relacionamento com a União Europeia esteve na mesa das conversações.
De recordar que as relações comerciais entre os dois países são desfavoráveis a Portugal, já que importámos mais 15,4% daquele país para onde exportámos nem 67%.
O presidente Vladimir Putin partiu para a Holanda para uma cimeira com o Presidente da U.E..
S.

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