Friday, September 30, 2005

 

Não são todos maus

Estamos a iniciar um período importante na vida dos portugueses que é o período eleitoral para as autarquias.
Lamentavelmente o nosso povo está desanimado, frustrado, desiludido com os políticos. É frequente ouvirem-se admoestos como este: são todos iguais; são todos uns corruptos; só querem os seus interesses; só são bons para os amiguinhos do partido, etc., etc..
Este estado de espírito é o pior que pode acontecer numa democracia, já que pode levar à indiferença e consequente aumento de abstenção.
Gostaríamos aqui de lembrar que um mau político não são todos os políticos. Felizmente que há homens e mulheres abnegados que assumem as suas responsabilidades pensando no bem comum. Por isso deveremos começar por deixar de generalizar e até agradecer a esses cidadãos que no uso de um direito acabam também por cumprir um dever de cidadania.
Nas recentes Jornadas de Comunicação Social realizadas em Fátima, nos dias 22 e 23 de Setembro, subordinadas ao tema “Perspectiva Cristã da Actividade Política”, foi de mais evidente que os cristãos devem envolver-se na política, apesar do descrédito em que se caiu. De entre os oradores, destaco a opinião de Bagão Félix, ex-ministro, que afirmou: “a experiência como político é uma coisa que varia, quotidianamente, entre a euforia e o desejo de sair no minuto seguinte…”.
A propósito o ex-ministro Bagão Félix falou de uma “batalha de valores”, considerando que em Portugal se exige dos cristãos um compromisso na luta “à ditadura do ter sobre o ser”: “É perigoso ter uma visão abstraccionista da pessoa, das crianças, dos idosos, da família”, alertou, após avisar que “a estatística é das coisas mais perigosas na política, porque só diz meia verdade e esconde meia mentira”.
Estamos em crer que ainda há pessoas disponíveis para o serviço do bem comum.
Por isso, no próximo acto eleitoral, no próximo dia 9 de Outubro, não deixemos de exercer este acto de cidadania, tão desejado, por tantos de nós, e que agora estamos desperdiçando.
Votar é um direito do cidadão português com mais de 18 anos. Mas é também um dever, já que é a maneira de nos pronunciarmos nesta democracia que está quase reduzida à “partidarite”.
Amigo leitor, não fique em casa. Cumpra este dever. Vá votar por si e pelo futuro dos seus. Portugal precisa neste momento, mais do que nunca, do nosso contributo!

 

Seminário sobre

Nos próximos dias 28 e 29 de Setembro, a Fundação Eugénio de Almeida realiza o seminário “1. A Arte é um Erro; 2. O Artista está Errado; 3. A designar”, sob a orientação de Pedro Portugal, artista plástico e professor do Departamento de Artes da Universidade de Évora.
Este seminário de apresentação e debate de questões relativas à arte do nosso tempo é dirigido a professores e estudantes da Universidade de Évora, professores de Artes Visuais do 3º Ciclo e Secundário e público interessado.
Com esta acção a Fundação Eugénio de Almeida dá início ao último ciclo de actividades de formação temática que programou para 2005. Do Património à Enologia, da História da Arte à Arte Contemporânea, são muito diversas as oportunidades de formação e aquisição de conhecimentos que este programa oferece até ao final do ano.
Sem Pavor

 

Proibido pensar

Estou num curto período de férias, porque o jornal não saiu nas últimas duas semanas donde gozei 12 dias sem actividade certa, que não substituir o Pároco de Armação de Pêra, que foi fazer Retiro a Fátima.
Ainda cedinho, desloquei-me para o areal, comprei o jornal e antes de ler as notícias, deitei-me sobre a toalha, sentindo a humidade da areia a penetrar-me o corpo desajeitado, e, por não ter nada que fazer, dei comigo a pensar...
Há duas semanas que não escrevo com o carácter obrigatório semanal. Mas se tivesse que escrever, que assunto escolheria? E imediatamente começaram a voar na minha memória toneladas de pensamentos sobre as questões mais diversas, a saber:
Portugal está a arder, não é uma frase feita. São já muitos os milhares de hectares ardidos. Que me importa se mais ou menos que no tempo de outro governo? Isto é para os políticos se enganarem a si próprios. Mas a mim o que me interessa é que já arderam mais de 180 mil hectares e morreram 16 cidadãos portugueses, inclusive bombeiros... A ajuda da Europa já chegou, talvez atrasada devido ao orgulho dos nossos governantes que tardam a reconhecer o estado catastrófico em que vivemos,cercados pelas chamas...
Sócrates já chegou de férias, pois enquanto Portugal ardia e se morria com o fogo, o Primeiro-Ministro estava no gozo de férias no Quénia... Ninguém tem nada a apontar a José Sócrates, pois ele, como cidadão, tem direito ao gozo de férias e de ir para onde quiser e com quem entender. Ok! O que não podemos admitir é que o Senhor Primeiro Ministro ao chegar se arme em vítima do que disseram a seu respeito. Quem vai à guerra dá e leva. E Sócrates recebeu o que mereceu no entender dos seus críticos. Por mim, não concordo é com o seu semblante arrependido, vítima do mau trato dos seus adversários. Ou será a consciência dele que não está tranquila?
Portugal não tem socorro em dias feriados, pensava eu que era só a Câmara Municipal de Évora que não tinha piquete para os feriados para as rupturas de água, como aconteceu no fim de semana de 15 de Agosto, com um ruptura na Rua dos Infantes que durou três dias e não se sabe quantos milhares de quilolitros de água a vazar para a sarjeta. Afinal, o incêndio de um barco que se afundou ao largo de Albufeira vem provar que nos feriados não há socorro no mar. Bem se pode morrer...
Caixa Geral de Depósitos deu lucro, também soubemos que a saída de Victor Martins foi mesmo um saneamento político, pois o resultado do último ano subiu 38,3%...
Manuel Alegre afinal tem apoiantes e respondeu a Mário Soares, com um jantar de apoiantes num restaurante algarvio...
Colonatos israelitas já estão evacuados. Faz pena ver como os colonos israelitas abandonaram aquelas terras desérticas que eles converteram em jardins. Cenas que comovem sempre, aconteçam em África ou na Europa. Felizmente que a pedagogia dos militares deu resultado na saída dos colonos.
O irmão Roger Schutz foi assassinado, por uma histérica. É a violência a responder aos pacíficos...
Bento XVI firme em Colónia. Recebido pelos jovens nas Jornadas da Juventude, Bento XVI condenou os fanatismos religiosos, deu a mão ao ecumenismo e deixou avisos aos padres católicos, lembrando que a Missa dominical deve ser o centro do seu domingo...
Campanha de cereais baixou 60% em Portugal. Esta foi a pior colheita de cereais da última década, a baixar 60% face ao ano anterior. Por onde caminha Portugal?...
Ministro das Finanças recebe sub- sídio por viver em Lisboa. Há mais de dez anos a trabalhar em Lisboa, o Ministro das Finanças recebe 1300 euros/mês do erário público, para pagar a sua residência. Pobrezinho...
Défice autárquico triplicou – já o temos denunciado. As autarquias são um cancro nas finanças do país. E este ano, ano de eleições, o défice autárquico triplicou para 97,5 mil milhões de euros, isto é, 69,6% do PIB... quem responde por esse descalabro?...
Perante este estado de coisas como querem que os portugueses sejam felizes? São os mais infelizes da União Europeia, segundo um estudo alemão.
E eu vou escolher destes temas, Bento XVI em Colónia, e a morte de Roger!

 

É preciso repensar o ensino!

Com o aproximar do mês de Outubro, põe-se um ponto final nas férias e começa um novo ano lectivo.
Os governantes bem querem fazer passar a mensagem de que o ano lectivo começa no pós 15 de Setembro, mas, na verdade, ele só começa nos princípios de Outubro. São os professores que não estão colocados, os livros que ainda não chegaram, as salas de aula que só agora começaram a ser recuperadas, os horários que ainda não estão prontos…enfim, os entraves de sempre.
É verdade que este ano não houve tantos incidentes quanto o ano passado. Mas também é verdade que a Comunicação Social apostou na normalidade, ignorando quantas trapalhadas há por aí.
O princípio de um novo ano é sempre um sinal de esperança no que está para vir. Ainda bem que assim é. Contudo o nosso sistema educativo não está bem. Lançam-se meia dúzia de ideias para os olhos das pessoas e depois ficamos à espera do que nunca chega.
Este ano a conversa é o inglês para o 1.º ciclo, a colocação de professores para quatro anos na mesma Escola, o horário prolongado no Ensino Básico. E parece que tudo está resolvido. Mentira. Tudo isto não deixa de ser um atirar poeira para os olhos de quem está inquieto com este sistema educativo. Cá por mim o que existe não me satisfaz. São professores sem preparação, alunos sem motivação, currículos sem interesse, horários pouco pedagógicos e pais preocupados com o que por aí há de bagunça – muitos furos, escolas sem condições, currículos onde se esquece a educação cívica e religiosa para se apostar quase que exclusivamente nas aulas de educação sexual, como se estivesse aqui a causa do insucesso.
Já o escrevi várias vezes e reafirmo: o ensino em Portugal tem que ser repensado.
Criam-se tantas comissões. Também é preciso criar uma comissão com pais, professores, académicos e políticos para agarrar esta ideia com a promessa de se ir por diante, esteja quem estiver no Governo. Porque Portugal é tão pequeno que se dá ao luxo de em 30 anos ter 17 Governos, cada um a fazer a sua reforma educativa, mas nenhuma foi ainda praticada. É preciso repensar o Ensino para democratizar e fazer progredir o país.

Dados estatísticos no Distrito de Évora

O Alentejo está a caminhar para a desertificação. É aqui que há mais abandono escolar antes da escolaridade mínima.
Contudo, entre os objectivos a que se propôs, a Direcção Regional de Educação do Alentejo refere que 72% dos alunos do 3.º e 4.º ano do primeiro ciclo já estão a ter Inglês, esperando-se atingir os 100% até ao final do mês - 7 282 alunos repartidos por um conjunto de 301 estabelecimentos de ensino. Esta percentagem é, no entanto, inferior à média nacional (87%). Na região, os projectos foram basicamente apresentados pelas autarquias (244), seguindo-se os agrupamentos de escolas (49) e os institutos de línguas (8). Em todos os casos o Ministério da Educação atribui uma contrapartida financeira destinada a suportar os custos com a contratação de professores.
Ainda relativamente à questão do prolongamento do horário até às 17h30, de acordo com a mesma fonte, as escolas estão a cumprir, sendo que falta apenas resolver de momento alguns casos pontuais, especialmente nas freguesias rurais, onde o isolamento e a falta de pessoal auxiliar se faz sentir com maior peso.

 

Mapas, Guerras e a Fronteira no Séc. XVII

O Grupo Pró-Évora, em parceria com a Câmara de Évora, abriram ao público desde 17 de Setembro a exposição “Mapas, Guerras e Fronteira – Séc. XVII – A Raia Luso-Espanhola no Arquivo Militar de Estocolmo”, que está patente na sede do Pró-Évora, na Rua do Salvador, até 16 de Outubro. Esta mostra apre- senta as plantas e mapas que mostram a fronteira luso espanhola num dos piores momentos da história das povoações de ambos os lados da Raia.
Entre 1640 e 1668, ano no qual é firmado o tratado de paz entre os dois povos, as zonas raianas sustentaram uma longa guerra caracte- rizada por constantes saqueios e escaramuças, dando origem ao posterior distanciamento vivido nestas zonas. Depois da chegada do duque de Bragança ao poder, as povoações da Raia sentiram necessidade de reforçar as suas fortificações, abandonadas aquando da anexação de Portugal pela Espanha. A fronteira, nesse período, foi transformada numa sucessão de praças fortes e construída uma paisagem de muralhas, baluartes, fossos e paliçadas.
A casualidade fez com que estes mapas e plantas agora em exposição, elaborados durante a contenda e pertencentes ao coleccionista dom Gaspar de Haro y Guzmán, marquês de Heliche, tenham sido trans- ladados para a Suécia, onde permaneceram esquecidos durante mais de três séculos, reflexo do distanciamento instaurado ao longo do dito período entre as povoações raianas.
Esta exposição tem o apoio das seguintes entidades: Gabinete de Iniciativas Transfronteiriças, Junta da Extremadura, Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo, Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional e programa INTERREG III A.
Esta mostra abre as portas aos visitantes de terça-feira a domingo, entre as 15 e as 19 horas.
Sem Pavor

 

Flores ou lixo?

A Autarquia voltou atrás. Ainda que inicialmente tivesse projectado um contentor do lixo na Praça Luís de Camões, quiçá pela crítica que lhe foi feita, não chegou lá a colocar, contentor. E para o local não ficar vazio, colocou, louvavelmente, 2 vasos de flores.
Passaram alguns meses, talvez um ano, e eis que subrepticiamente, sem ser propagado como outras acções pseudo-realizáveis, agora colocou lá o contentor do lixo. E o espectáculo é o que se vê na foto, montes de lixo, com dois vasos de flores a enjeitar. Como se ligasse o lixo e as flores, sem falar já no cheiro nauseabundo de quem passa debaixo dos arcos.
Que falta de ideias. Onde deveriam colocar uma estátua de Camões, que deu o nome à praça, colocaram um contentor de lixo. E isto não agrada a ninguém que ama esta cidade e muito menos a quem trabalha todo o dia ali ao lado, ou quem tem de passar por aquele local.
Será que esta e outras situações passam indiferentes ao lado dos munícipes? E a oposição onde está?

Sem Pavor

 

Projecto da Constituição iraquiana viola direitos fundamentais

O cardeal Murphy-O’Connor, arcebispo de Westminster, exigiu a intervenção do ministro britânico de Assuntos Exteriores, Jack Straw, para que se elimine a cláusula do projecto da Constituição iraquiana que retira aos cristãos e a outras mi- norias os seus direitos fundamentais.
O purpurado enviou uma carta ao ministro depois dos líderes cristãos do Iraque darem um sinal de alarme sobre o Artigo 2 do projecto da Constituição aprovado a 25 de Agosto e que deverá ser submetido a referendo.
O artigo estabelece que “não se pode aprovar nenhuma lei que contradiga as regras do Islão”. Ainda que os líderes cristãos “não ponham em questão que o Iraque seja um país islâmico, nem objectem que o islão seja considerado uma fonte de legislação entre outras, estão alarmados com esta frase” - reconheceu o cardeal Murphy O’Connor na carta.
O Cardeal adverte que, se se mantiver a cláusula, poderão ve- rificar-se “consequências devastadoras” para a minoria cristã do Iraque. A Constituição, alerta, constitui “uma autêntica ameaça para a liberdade religiosa”. O projecto será submetido ao voto popular e depois deverá ser ratificado pela Assembleia a 15 de Outubro.

 

Olha o balão!

Confesso que este facto do arrasar as Torres de Troia por implosão, não representa para mim um grande feito. Ignorá-lo-ia mesmo, não fora aperceber-me que o primeiro-ministro, mais dois ministros, vários secretários de Estado, deputados, autarcas e muitas outras figuras públicas, e para além de 300 convidados e de milhares de pessoas anónimas pararam
para ver a queda das Torres de Troia. Não me desculpariam os leitores se silenciasse este “fait divers” para calar tantos males da nossa sociedade, e que foi transformado num acto de Estado.
Com efeito, no dia 8 de Setembro, cerca das 16 horas, em menos de três segundos, foram abaixo as torres inacabadas de Tróia, com 16 andares, que ali estavam a lembrar os milhares de pequenos accionistas que foram espurgados pela Torralta, nos anos 70 e que o silêncio destes 30 anos não fez ainda esquecer da memória de tantos portugueses que foram ludibriados.
Confesso que não vi as imagens em directo. Mas quando posteriormente deslumbrei muitos portugueses de binóculos ofertados pela Sonae
(8 000) para enchergar melhor, dei por mim a sorrir e logo me veio à memória o velho slogan “Patêgo, olha o balão!”.
Belmiro de Azevedo, o patrão da Sonae, lamentou a demora da burocracia... enquanto que Sócrates estava optimista no empreendimento.
No meio de tanto pó a perder-se pelo planeta, fica um desafio aos responsáveis do ordenamento: Porque não utilizar mais implosões como esta, não só na costa portuguesa, mormente no Algarve, quanto no interior, onde Évora também não escaparia, nomeadamente as novas construções que descarecterizam a cidade, à volta das muralhas.
Mas voltamos ao investimento da Sonae que se prevê ronde os 320 milhões de euros, é uma esperança para a zona envolvente de Grândola, Alcácer e Setúbal, onde poderão nascer uns milhões de postos de trabalho até 2017, que é o prazo previsto para a conclusão do Troia Resort e onde estão projectados 185 moradias, 297 habitações, 549 apartamentos e 1031 alojamentos, valorizados com um espaço verde de lazer e desporto, incluindo uma marina, casino, restaurantes e sala de congressos.

 

Évora está a mudar!

É um facto a registar que Évora está a mudar. São as informações electrónicas, é a iluminação no Centro Histórico, é a limpeza que também tem melhorado e agora a colocação de bancos para descanso dos transeuntes. São aspectos positivos que realçamos. Contudo, a nossa sensibilidade ao Património não nos pode deixar insensíveis ao que de menos bom, a nosso ver, se vai fazendo. Vejamos: a colocação dos bancos é uma ideia a aplaudir. Contudo, substituir o design antigo de ferro e ripas de madeira por um outro design japonês de alumínio e madeira, não nos parece ser louvável, já que Évora Património da Humanidade tem uma responsabilidade acrescida pela conservação do Património que herdou.
Por outro lado, pergunta-se como pode a autarquia proibir o alumínio no Centro Histórico e vir agora colocar aqueles bancos cromados em substituição dos outros de ferro e madeira? É só questão de sensibilidade e os cidadãos, pelo direito de cidadania, têm que opinar.
Sem Pavor

 

A tragédia do furacão Katrina

As imagens trágicas de New Orleans, impressionam como as forças da natureza são incontroláveis mas, também, a fragilidade humana face à sua fúria, mesmo no país mais rico do mundo...
George Bush está a perder popularidade com a tragédia de Orleans, pois a falta de planeamento e o atraso no socorro foi outra catástrofe política de Bush. São milhares de refugiados, escasseiam alimentos e água, a higiene não existe e os vivos dormem ao lado de cadáveres já em decomposição. Por sua vez os gangs apoiaram a pilhagem para gerarem um caos total com o aumento da criminalidade à medida que falta o alimento e os medicamentos.
Entretanto a ajuda internacional já foi accionada, com Portugal a dispensar as reservas de petróleo e Cuba a disponibilizar médicos e medicamentos..., entre outras ajudas de outros países.
Segundo a Unicef, prevêm-se mais de 12 milhões de desalojados e mais de 400 mil crianças sem Lar, para além dos milhares de mortos.

 

Os erros pagam-se caros

Quando Marques Mendes entregou a concessão de um canal de televisão à Igreja – TVI, cometeu uma grande injustiça, já que era o canal do advogado Proença de Carvalho que tinha legalmente o direito de posse. Contudo, atendendo à força da Igreja Católica, o Governo privilegiou a Igreja, que viria a falhar no seu projecto da TVI.
À custa do vale tudo, até roubar os pequenos investidores, como me aconteceu, por uma estratégia diabólica de baixar o capital social para expurgar os milhares de pequenos accionistas, sem que estes tenham sido reembolsados – veja-se o país em que vivemos; de seguida a TVI iniciou um trajecto que não sabemos onde parará, mas sabemos sim que neste momento já está nas mãos da Igreja Maná, segundo confirmação do chefe Maná, Jorge Tadeu, que detém um império na comunicação social nos vinte países onde está implantado.
A venda pela Media Capital ao grupo LP-Brothers ocasionou uma parceria entre este grupo e a Igreja Maná para se apoderarem da TVI.
Os protagonistas desta parceria são Pedro Xavier Pereira e Jorge Tadeu, e ambos já deram a cara confirmando a operação, em entrevista ao DN de 1 de Setembro.
Os antigos donos da TVI que ainda devem uma palavra àqueles a quem apelaram à comparticipação no canal 4, certamente que não deixarão de refletir no destino que vai ter a TVI, comprada com verbas de Institutos Religiosos, Paróquias, R.R. e muitos anónimos generosos… Mas os governantes de então, que entregaram de mão beijada à Igreja o quarto canal, não devem também estar tranquilos por terem passado por cima das normas que atribuíam os canais privados, e ver a TVI em tais mãos. Por mim chorarei o investimento que fiz de boa fé e que me foi roubado de má fé, por gente sem escrúpulos onde tudo vale, como tem mostrado a programação e agora mais este negócio…
Entretanto, o Administrador da TVI, João Van Zeller, renunciou aos cargos que desempenhava, por estar em risco “a independência editorial”.

 

Assembleia Municipal de Évora

A Assembleia Municipal de Évora é o Órgão deliberativo do Município, à aos eborenses, e a todos os cidadãos interessados.
Assim, é agora possível saber quem são os deputados municipais, conhecer os seus perfis, aceder aos seus contactos, verificar as competências deste Órgão Autárquico e a sua forma de funcionamento, pormenores que podem ajudar o seu exercício de cidadania.
O visitante pode ainda rever alguns momentos da história da AME, que amiúde se mistura com a história da construção da democracia ao nível local, ou mesmo consultar documentos oficiais reveladores da vida desta instituição.
Tudo isto, em www.evora.net/ame.

 

Fuga aos impostos com combate ibérico

Já se adivinhava que a subida do IVA em Portugal ia gerar maior intercâmbio comercial vindo de Espanha, onde o IVA é mais baixo e os combustíveis têm preços mais acessíveis.
Não tardou a confirmação do que se imaginava. A semana passada até uma gasolineira em Aguiar da Beira foi apanhada a descarregar gasóleo que vinha de Espanha sem pagamento de impostos. E no que diz respeito ao pequeno comércio, é de bradar aos céus o que se paga em Espanha porque em Portugal subiram exageradamente os mesmos impostos.
Para evitar este contrabando, Fiscais portugueses e espanhóis vão actuar em conjunto nas acções de fiscalização nos dois lados da fronteira, dando prioridade aos materiais de construção, informática e outros produtos.
Esta cooperação prevista desde 2004, quando em Setembro se realizou a cimeira de Figueira da Foz, ao menos admite a existência de contrabando.
S.

 

Energias alternativas: Uma boa medida

Hoje ninguém consegue viver sem o consumo da energia.
Portugal é um país dependente do exterior a sofrer o custo do petróleo cada vez que este sobe, e são muitas vezes no ano...
Poderíamos, à imagem de Israel, aproveitar a energia solar. Lamentavelmente o seu custo tornou-se incompatível aos portugueses e o Governo nada tem feito para incentivar esta alternativa. A construção de uma central solar ali para os lados de Moura deverá ainda avançar este ano com uma duração de três anos para começar a funcionar. É uma área de 114 hectares para os lados da Amareleja, que poderá criar cerca de mil postos de trabalho e ter uma capacidade de 64 MW.
Também se fala num parque para as Minas de S. Domingos, Mértola, proposto pela Sociedade Turística La Sabina, que prevê ocupar uma área de 432 hectares, ficará com uma potência de 116 MW e poderá criar 500 postos de trabalho, aguarda ainda decisão do Governo...
Entretanto, mais avançada está a produção de energia eólica, com parques em Chaves, Guimarães, Estarreja, Batalha, Sines e Ferreira do Alentejo cujo concurso já foi apresentado pelo primeiro-ministro e que prevê em 2010 produzir 44% de energia eléctrica juntamente com a energia solar. Este concurso agora lançado internacionalmente prevê a atribuição de 1 700 megawatts de potência eólica num investimento de 900 milhões de euros para criar mais de mil postos de trabalho, e reduzir o CO2.
É, portanto, um forte desafio a criar “luz verde” também ao contribuinte, tão mal tratados, com os combustíveis fósseis.
É uma boa nova que saudamos. Oxalá os entraves burocráticas não o travem como está a acontecer em S. Domingos.

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