Wednesday, October 26, 2005

 

Maria de Magdala

No 30.º aniversário do CENDREV, esta Companhia apresentou ao público, em Évora, no passado dia 20 de Outubro, a peça “Maria de Magdala”, da autoria do escritor eborense Armando Nascimento Rosa.
Se nos esquecermos do texto histórico-bíblico, diríamos que “Maria de Magdala”, com um texto criativo de Armando Rosa, não choca a ideia já pré-concebida desta personagem, Maria de Magdala, e coloca-nos um dilema da época que é a vivência do cristianismo em ambiente romano…
Trata-se de uma co-produção entre o CENDREV de Évora e o Teatro Comuna, de Lisboa, onde os personagens, com encenação de João Mota e interpretação de Álvaro Corte Real, Jorge Baião, Maria Marrafa, Nuno Góis e Rosário Gonzaga, nos dão mais uma excelente interpretação, como já nos habituou o CENDREV.
“Maria de Magdala” está em cena em Évora até ao dia 16 de Novembro, quando estreia em Lisboa, devendo passar por Estremoz e Badajoz.
Évora, cidade cultural, sai mais enriquecida com esta representação.
A não perder.
Sem Pavor

 

Espírito Missionário

A Igreja no próximo domingo recorda o espírito missionário que a anima.
Longe vão os tempos em que se pensava que ser missionário era partir para outro Continente a anunciar Jesus Cristo.
Nos tempos modernos, face ao laicismo dos Estados, é preciso ser missionário em todo o local, porque o nosso século é um século laico e indiferente ao fenómeno religioso. Não é por acaso que Lisboa vai realizar este ano, já em Novembro, o Congresso da Nova Evangelização, que mobilizará os cristãos daquela igreja particular de Lisboa, mas também todos nós que estamos em comunhão eclesial.
Ao ler a mensagem ainda escrita por João Paulo II lembro com saudade o Papa mais missionário da história, que na Redemptoris Missio, n.º 1, escreveu:
“Desde o início do meu pontificado, decidi caminhar até aos confins da terra, para manifestar esta solicitude missionária a este contacto directo com os povos, que ignoram Cristo”.
Estamos no ano da Eucaristia e quando em Roma se reúne o Sínodo dos Bispos, para debater esta temática, não admira que a Mensagem este ano seja inspirada no tema Missão: Pão Partido para a Vida do Mundo.
O mês de Outubro é por excelência o mês missionário. Que no dia 23, em todas as Eucaristias, cujo peditório reverte para as Missões, “que todas as igrejas particulares se mobilizem empenhando-se no anúncio e no testemunho de Cristo e no compromisso em edificar um mundo mais solidário e mais fraterno”, conforme escreve D. Manuel Quintas, presidente da Comissão Episcopal das Missões.

 

Tomada de Posse de autarcas

Sem se saber bem porquê, numa velocidade louca e quase sem informação, no passado dia 14 de Outubro tomaram posse os eleitos para a Câmara Municipal de Évora, a saber: pelo PS, José Ernesto Oliveira, que assume a presidência camarária, Manuel Francisco Grilo Melgão e Filomena Maria de Oliveira Araújo; pela CDU, João Carlos Andrade Santos, José Patrocínio Barradas e Jesuína Francisca Pedreira; e pelo PSD, António Costa Dieb.
Pela Assembleia Municipal, ainda não sabemos os elementos que a formarão, a única informação certa de momento é que, para além de se manter a presidência do dr. Luís Capoulas Santos, o PS elegeu 10 representantes, a CDU elegeu 8, e o PSD, 3.
No acto de tomada de posse, José Ernesto Oliveira criticou o Governo pelos cortes orçamentais às autarquias para o ano de 2006: “é com grande preocupação e manifestando já o nosso firme desacordo, que ouvimos notícias, embora ainda não confirmadas, de que nos aguarda o quadro de possível corte nas transferências do Orçamento de Estado com o consequente não cumprimento da Lei das Finanças Locais”.
Fez ainda alusão a algumas obras prometidas, tais como a construção do novo Parque de Actividades Económicas, Feiras e Exposições e as novas áreas de localização empresarial junto ao Aeródromo e ao nó nascente da A6, bem como a construção do Parque do Conhecimento Frei Manuel do Cenáculo e a recuperação do Salão Central, este último objectivado já no último mandato.
à medida que vão tomando posse os novos elementos eleitos, verifica--se que há pouca novidade. A maioria são já nossos conhecidos. Que este factor sirva para uma maior sensibilidade aos problemas autárquicos e não indiferença pela familiariedade com os mesmos.
Sem Pavor

 

A vitória da democracia

Portugal esteve em clima pré-eleitoral praticamente todo o Verão, para ir a eleições autárquicas no passado domingo, dia 9 de Outubro.
As máquinas partidárias não se pouparam a esforços e a gestos em campanha, para atingir os seus objectivos.
O resultado autárquico foi clarinho: o PSD venceu em todas as batalhas. Teve mais mandatos que em 2001, que era o principal objectivo, mas venceu também onde o PS mais apostou – Lisboa, Porto, Sintra, Cascais, Santarém e Leiria.
O PS reconheceu a derrota, apesar de ser a segunda força autárquica.
O PCP afirmou-se como a terceira força autárquica, vencendo nomeadamente no Alentejo e na zona da Grande Lisboa, Barreiro, Sesimbra, Moita, Peniche, para além de subida em Évora, Vendas Novas e Vila Viçosa, entre outros.
O Bloco de Esquerda manteve a Câmara de Salvaterra de Magos, que já tinha, e ganhou alguns vereadores, nomeadamente em Lisboa.
Finalmente, o PP foi a força mais perdedora. Apenas uma Câmara, se exceptuarmos aquelas onde concorreu em coligação.
Na Madeira, o PSD ganhou todas as Câmaras, perdendo apenas 5 Freguesias. Já nos Açores, o PP perdeu o Corvo para o PS.
Independentemente dos resultados, a grande vencedora foi a democracia. Mesmo com margens de abstenção muito elevadas, acima dos 50% em algumas Freguesias, a vontade do povo foi soberana, com particular ênfase nos candidatos independentes, que praticamente saíram todos vencedores. Veja-se Gondomar, Felgueiras, Oeiras e Redondo, entre outros.
O Alentejo é um caso curioso onde as duas maiores forças, PS e PCP, alternam o poder.
Em Évora, José Ernesto saiu vencedor com 42,82%, mas perdeu a maioria absoluta, ficando o PCP com três vereadores – 33,38% dos votos – e o PSD ganhou um vereador com 14,67% de votantes.
Estas eleições destinaram-se a escolher os autarcas. Por isso, os comentadores políticos divergem nas suas análises, pois se para uns o Governo sai intocável, para outros é um cartão vermelho mostrado pelos portugueses. E se Guterres se demitiu em 2001 com uma derrota menor que esta, o mínimo que se pede agora a José Sócrates é que faça a leitura dos resultados e deixe de governar de forma arrogante, como até aqui, julgando-se senhor absoluto só porque os portugueses lhe deram a maioria. Mas a outra minoria também tem de ser respeitada…
Os portugueses estão de parabéns, os eleitos devem governar bem e, como dizia Francisco Assis, “é tão importante estar no poder como na oposição”.
Vamos todos trabalhar.

 

Lixo eleitoral

Terminou o período eleitoral e, com ele, o bombardear constante F de propaganda, a que o cidadão é submetido das mais diversas formas.
Entre os folhetos, autocolantes, canetas, aventais de plástico, a música incomodativa e repetitiva que enche a Praça do Giraldo numa disputa entre partidos pelas preferências musicais dos eleitores, o ruído dos megafones roufenhos que agride os bairros urbanos e o centro histórico anunciando, qual vinda do último circo à cidade, as virtudes do voto na cor x ou no partido z, destacam-se, grandes e incontornáveis, os cartazes de propaganda com as caras sorridentes e confiantes dos candidatos à edilidade - a equipa por detrás, idosos, crianças, a falar no futuro, a realçar o passado, sólidos, transparentes, amigos, enfim, torrenciais como chuvadas repentinas, eles fizeram parte da nossa vida por, pelo menos, uma semana!
Depois do esforço em conseguir captar a atenção do eleitor, e depois de ganha ou perdida a batalha, uns festejam, outros recolhem-se, mas a propaganda permanece, firma e hirta, nas ruas e rotundas da cidade, tanto mais agressiva quanto mais baixo foi o nível do confronto eleitoral, tanto mais inoportuna quanto mais se lembram os episódios da campanha.
Esperemos que desta vez, ao contrário de anos passados, os mesmos que organizaram a sua colocação organizem com a mesma rapidez a sua retirada. Por respeito à cidade, que não merece ter mais poluição visual do que a que já tem, por respeito ao cidadão, que já aguentou este mês e meio de travessia no deserto, bombardeado constante e diariamente de todos os lados com publicidade política, por respeito à política, que quando bem feita rejeita hipocrisias eleitoralistas.

Sem Pavor

 

Uma Diocese em movimento

Após um período de férias, a Arquidiocese de Évora arrancou para o novo Ano Pastoral carregada de dinamismo.
A 40 anos do Concílio Vaticano II, e no dia em que Roma começou mais um Sínodo dos Bispos para marcar o final do Ano da Eucaristia, no passado dia 2 de Outubro, na catedral de Évora, D. Maurílio de Gouveia, arcebispo de Évora, ordenou dois novos presbíteros para trabalharem na área diocesana (ver reportagem pág. 6).
Também a Arquidiocese quis celebrar o Ano da Eucaristia, associando-se ao saudoso papa João Paulo II. O Arcebispo convocou a Diocese para um Congresso Eucarístico, que, depois de ser dinamizado nas Paróquias com oração, reflexão e celebração, teve umas Jornadas organizadas pelo ISTE, destinadas a aprofundar o Mistério Eucarístico.
Finalmente o dia 5 de Outubro, como sói acontecer, foi o dia da Igreja Diocesana, com representações de todas as Paróquias, numa grande celebração na igreja de S. Francisco, em Évora, seguida de uma Procissão Eucarística até à catedral eborense.
Desta feita se iniciou o novo Ano Pastoral dedicado à Família Comunidade Insubstituível, que necessariamente nos tocará a todos.
Estes acontecimentos são manifestações de fé que nos fazem crescer em Igreja, na certeza de que o Espírito não nos abandona e Jesus, como prometeu, continua connosco.
A presença dos Bispos, tantos Sacerdotes e Diáconos, leigos de todas as idades e a presença de tantos movimentos eclesiais dão-nos uma imagem de uma Igreja que, na sua diversidade, está em perfeita comunhão com o seu Bispo, concretizando um dos desejos de Jesus, “que todos sejam um”.
O nosso Ano Pastoral, que agora arrancou, farnos-á crescer na Paróquia, na escola, no trabalho, na família, onde todos não somos demais para tornar presente Jesus no meio dos homens. E na diversidade de pessoas e carismas, esta igreja particular de Évora, em comunhão com o papa Bento XVI, vai realizando o projecto de Deus, aceitando-O na história de cada um de nós.
Nesta semana grande para Évora, na sua dimensão diocesana, sentimo-nos em comunhão com a Virgem Maria, fazendo crescer o Reino de Deus…

 

Évora acolhe 6.º Encontro Internacional de Arte Jovem

Évora recebe em Outubro, pelo sexto ano consecutivo, crianças e jovens do ensino secundário que se destacaram no concurso inserido no Encontro Internacional de Arte Jovem, que tem por objectivos fundamentais difundir o gosto pela arte junto da juventude e promover o intercâmbio cultural entre jovens e professores de diferentes proveniências.
O Encontro já está enraizado no panorama cultural da cidade de Évora, contribuindo para a divulgação e promoção da nossa cidade em todos os continentes. A sua concretização é fruto do esforço organizativo da Teoartis e do apoio de algumas entidades da cidade, nomeadamente a Câmara Municipal de Évora, o Ministério da Cultura, a Fundação Eugénio de Almeida, a Delegação da Cultura do Alentejo, a Residencial Policarpo e Joaquim Tavares, Lda.
No âmbito do Encontro deste ano realiza-se um atelier aberto em Évora e Monsaraz, a decorrer entre 3 e 9 de Outubro, em que os jovens artistas terão oportunidade de desenvolver a sua actividade criativa, produzindo trabalhos que no final serão avaliados e premiados. Os autores dos melhores trabalhos serão convidados a participar em futuras edições do Encontro.
Para o concurso inserido no Encontro Internacional de Arte Jovem chegaram 2 117 trabalhos de 67 escolas, provenientes de 19 países, a saber: Portugal, Albânia, Alemanha, Bulgária, Eslováquia, Eslovénia, Estónia, Hungria, Índia, Indonésia, Itália, China, Polónia, República da Macedónia, Roménia, Rússia, Sérvia e Montenegro, Turquia, Ucrânia. O júri do Encontro seleccionou 1352 destas obras, tendo ainda atribuído 116 medalhas de ouro, 116 de prata e 297 menções honrosas.
Até 30 de Outubro são vários os espaços da cidade que acolhem as exposições integradas no Encontro: Igreja de São Vicente, Casa Nobre da Rua de Burgos – Delegação Regional da Cultura do Alentejo, Câmara Municipal de Évora, Teoartis-Galeria e a Sala de Exposições do Palácio do Vimioso (Universidade de Évora). A Teoartis – Casa dos Sapos, em Monsaraz, receberá igualmente obras dos jovens participantes.

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