Friday, November 25, 2005

 

Há muita gente sem trabalhar em Portugal

A taxa de desempregados em Portugal cifrou-se nos 7,7%, a mais alta de sempre, atingindo quase meio milhão de portugueses, mais precisamente 484 mil.
Por regiões, o Alentejo é a região onde há mais desemprego, ou seja 9,4 % contra os 4,2% dos Açores e Madeira e os 8,8% do Norte, 5,4% do Centro e 5,3% do Algarve.
Talvez que o mais negativo destes números é saber-se que a taxa de desemprego para jovens até aos 24 anos atinge os 20,4% no sexo feminino e 16,5% no homens, agravando-se ainda mais nos licenciados que atinge taxas na ordem dos 36,7%.
Estes números são preocupantes, pois apesar do subsídio de desemprego, que poderá ajudar as pessoas a viver sem estender a mão à pedincha, há contudo outros problemas que se levantam. O direito de todos puderem crescer com os seus interesses, que necessariamente precisam de dinheiro... mas também a necessidade que a pessoa tem de se realizar profissionalmente, trabalhando, sentindo-se útil e integrada na sociedade a que pertence.
O problema do desemprego é uma porta aberta para todas as vicissitudes – desde a depressão, revolta social até ao roubo para satisfazer as suas necessidades. E entre nós o problema é tanto mais preocupante quanto se sabe que há muita emigração ilegal que ocupa cerca de 40 mil indivíduos só na construção civil.
Indivíduos que entram, portugueses que saem à procura de subsistência, gera uma confusão de números que não se sabe bem quantos portugueses deixaram o país, sabendo-se isso sim, conforme Beatriz Rocha Trindade, que mais de 20 mil indivíduos deixaram o país, sabendo-se que em 2003 Portugal diz terem saído para Espanha 3 000 portugueses quando o número exacto é acima dos cinco mil...
Há muita gente sem trabalhar em Portugal e há muito trabalho por realizar, desde guarda de monumentos, higiene, trabalho de jardinagem, culturas novas e tradicionais...
Enfim há que equacionar esta questão, porque viver sem trabalhar não dá nada!...

 

Fundação Eugénio de Almeida distinguida

A Associação Portuguesa de Museologia atribui o Prémio Melhor Trabalho sobre Museologia à Fundação Eugénio de Almeida pelo projecto de Inventário Artístico da Arquidiocese de Évora e pela Exposição “Tesouros da Arte e Devoção”.
O prémio foi entregue no passado dia 11 de Novembro, no Museu Rural e do Vinho do Cartaxo, juntamente com outros prémios através dos quais a associação pretende incentivar a actividade museológica portuguesa.
Para Eduardo Pereira da Silva, presidente do Conselho de Administração da Fundação, esta distinção significa “mais uma manifestação do reconhecimento público do trabalho que a Fundação Eugénio de Almeida tem vindo a desenvolver na preservação, conhecimento e divulgação do património histórico-artístico e religioso, que é uma das marcas mais valiosas da nossa identidade cultural”.
Relativamente ao projecto iniciado em 2002, em colaboração com a Arquidiocese de Évora, e agora premiado, Eduardo Pereira da Silva refere que “a Fundação tem investido nele o melhor do seu esforço financeiro, técnico e humano. A primeira fase dos trabalhos ficou já concluída com o inventário relativo ao concelho de Évora. A partir deste ano, o projecto avança para outros concelhos da Arquidiocese que é, como se sabe, vastíssima”. E acrescenta: “A Fundação entende que não basta a simples produção de conhecimento e a sistematização informatizada do inventário realizado. É fundamental dar a conhecer, a um público interessado e alargado, a riqueza histórico-artística de um legado patrimonial tão importante como este. Por isso, e ainda em 2005, vai ser disponibilizada online grande parte dos conteúdos produzidos”.
Recorde-se que, no mesmo dia em que foi distinguida com o Prémio da Associação Portuguesa de Museologia, a Fundação Eugénio de Almeida realizou o workshop “Inventariar para conhecer”, que reuniu em Évora durante dois dias responsáveis por projectos de inventário de Portugal e Espanha.
Sem Pavor

Tuesday, November 15, 2005

 

A violência gera violência

Diz o nosso povo que quem com armas mata, com armas morre.
A nossa sociedade é uma sociedade violenta. Basta abrir em qualquer dia um qualquer jornal e fica impressionado com tanta violência.
Tenho na minha frente um diário de sexta-feira, 11-11-05, cada página tem uma referência à violência. Veja-se, neste: “Mãe maltrata bebés gémeos de 18 meses...; Leonor e João ouvem hoje sentença...; atacava estudantes com faca...; militar atingido a tiro...; suicidas detonaram explosivos em três hotéis em Amã...; atentado em Bagdad...; violência em França; polícias falsificavam e vendiam armas, no Brasil...; Tyson acusado de bater em repórter...; ...”.
A violência é comum a todos os níveis sociais, em todos os países e até nos diversos campos de actividade.
Mas indiscutivelmente, bem mais recente- mente, a violência que deflagrou em França e que já chegou à Alemanha, Holanda e Bélgica, não deixa de ser preocupante.
Em França, primeiro nos arredores da capital e, posteriormente, por todo o país, assumiu proporções alarmantes, com milhares de carros incendiados, escolas e creches destruídas, autoridade desrespeitada e ameaçada... De tal modo, que o governo francês autorizou o recolher obrigatório, onde se justifique, e tem reforçado o número de policiais.
Ainda assim, cada dia, a violência vai rompendo aqui e acolá... com muitas prisões.
Sociologicamente a causa deste deflagrar violento, está na desintegração da segunda geração, filha de imigrantes, que não se identificando com a aculturação dos pais se sentem rejeitados nos países onde nasceram. Dir-se-á que não têm uma réstia de referência que os faça sentir gente, com uma dignidade que não é dada pelo país de nascença nem pelo facto de ser humano, de ser uma pessoa.
Daí que as decisões simplistas de expulsar imigrantes, mesmo que legais no país, longe de apagar o fogo que incendeia a França, poderá alastrar ainda mais até chegar por toda a Europa...
É de crer que este fenómenos não seja fruto do acaso, mas que por detrás haja uma organização que joga com as gerações filhas de imigrantes que se revoltam pela falta de respeito para com aquelas criaturas.
E se na origem desta onda de violência está a falta de oportunidades dada a alguns... a falta de respeito pela dignidade peculiar da pessoa, então há que recuar nas políticas migratórias
e acolher todas as pessoas que deixam as suas terras na esperança de encontrar uma vida melhor...
É preciso travar a violência, mas com respostas humanistas que a doutrina social da igreja há muito reinvindica.

 

Uma vitória feita de paz

Em paz, Angola independente está, 30 anos depois, muito diferente. Até deixou de ter o epíteto de Popular para ser simplesmente República de Angola. E, apesar de algumas peculiaridades, como o mesmo presidente há 26 anos, festeja o 11 de Novembro, o dia da sua liberdade, a olhar para o futuro.
Sem dúvida uma enorme vitória, após quatro décadas cheias de guerra, a que se deve juntar o reconhecimento e o respeito de todo o mundo, com os outros estados de língua oficial portuguesa à frente. Por isso, estiveram hoje em Luanda o presidente Jorge Sampaio, de Portugal, e também os chefes de Estado de Moçambique, Guiné, São Tomé e Cabo Verde, além de outro líderes africanos. E sobretudo por isso, o presidente José Eduardo dos Santos pôde enaltecer “os imensos sacrifícios consentidos pelos melhores filhos da pátria para se chegar ao actual momento de independência e paz.”
Trinta anos atrás, quando a bandeira portuguesa foi arreada em Luanda, a esmagadora maio- ria dos retornados já estava no continente e o MPLA proclamou a independência de Angola, controlando apenas três das 15 províncias do país. A guerra era maior do que nunca. Agostinho Neto, o primeiro presidente, surgia suportado pelo apoio cubano e soviético e a intervenção estrangeira era generalizada: uma coluna militar FLNA/Zaire tomou o Caxito e apontava a Luanda; outra, sul-africana, entrou pelo sul para apoiar a UNITA e avançou a grande velocidade para ocupar Benguela e Lobito; uma segunda força militar sul-africana instalou a guerra junto da fronteira oriental, tomando o Luso e seguindo para Teixeira de Sousa. O território 14 vezes maior do que Portugal era um enorme cenário de guerra civil.
Até à morte de Jonas Savimbi, em Fevereiro de 2002, a guerra civil dilacerou Angola. Nunca houve tréguas e os acordos de paz foram todos rasgados. As únicas eleições pluralistas, realizadas em Setembro de 1992, nunca foram concluí- das, mas Angola conseguiu ainda assim descobrir um caminho para o futuro.
A partir deste ano, o 11 de Novembro vai entregar prémios pela luta da independência e construção da paz. País de grandes recursos vai também pensar o futuro. No próximo Verão, a selecção de futebol angolana estará pela primeira vez na fase final do Campeonato do Mundo. Já não precisa de lutar pelo reconhecimento político internacional. Só necessita trilhar um futuro melhor. Na paz que tem e na democracia que conseguir ser.

 

Cabora Bassa passa para administração de Moçambique

Em encontro de José Sócrates com o presidente moçambicano, Armando Guebuza, que decorreu em Sintra, Portugal perdoou a dívida de Moçambique.
Por sua vez a questão de Cabora Bassa também esteve agendada, com a assinatura de um Plano de Cooperação Anual com uma verba de 19,6 milhões de euros e a passagem da gestão da Central Eléctrica para Moçambique.
A resolução definitiva desta questão depende agora de questões técnicas, com os dois ministérios de ambos os países.
O Presidente moçambicano, em périplo europeu, começou por Portugal, segundo disse, “para cimentar as relações de amizade e reforçar a confiança no investimento em Moçambique”.

 

VIII Jornadas Internacionais “Escola de Música da Sé de Évora”

Com o Concerto de Encerramento, realizado no dia 1 de Novembro na Sé de Évora, terminaram as VIII Jornadas Internacionais
“Escola de Música da Sé de Évora”, que decorreram nos dias 29, 30, 31 de Outubro e 1 de Novembro, organizadas pela Associação Musical de Évora “Eborae Mvsica”.
Neste Concerto, o Coro Polifónico “Eborae Mvsica”, sob a direcção do Maestro Pedro Teixeira, interpretou “Magnificat” (sexti toni) e “Asperges me” de Duarte Lobo, tendo sido muito aplaudido.
O trabalho realizado ao longo dos quatro dias pelos participantes, teve o seu culminar neste concerto em que foram interpretadas várias obras de Filipe de Magalhães e Duarte Lobo sob a direcção dos Maestros Peter Phillips, Owen Rees, Dominique Vellard e Artur Carneiro.
O público que encheu a Sé, aplaudiu de pé, demonstrando desta forma o seu agrado pela apresentação efectuada que, de acordo com os especialistas envolvidos e com o público em geral, teve elevado grau de qualidade.
No dia 30 de Outubro, realizou-se um Concerto pelo “Ensemble Gilles Binchois”, sob a direcção de Dominique Vellard, na Sé de Évora, que estava repleta, e que foi do agrado do público que aplaudiu entusiasticamente.
A sessão de Abertura teve intervenções de várias Entidades e duas conferências: uma, pelo professor Rui Vieira Nery e outra pelo professor Owen Rees para o aprofundamento do conhecimento da obras dos polifonistas eborenses Duarte Lobo e Filipe de Magalhães, assim como, uma visita guiada pelo dr. Jorge Raposo à Sé e seus Arquivos foram outros momentos destas Jornadas dedicadas aos dois compositores referidos.

“Música no Inverno”

O Ciclo de Concertos “Música no Inverno” teve o seu início imediatamente após a realização das VIII Jornadas Internacionais “Escola de Música da Sé de Évora”, tendo-se já realizado o primeiro Concerto na passada sexta-feira, dia 4 de Novembro, pelas 21h30, no Convento dos Remédios (onde vai decorrer todo este Ciclo de Concertos), com um recital de Piano interpretado por Mauro Dilema. Foram interpretadas, ao longo do Concerto, peças de W. A. Mozart; M. Clementi; F. Chopin e F. Liszt.

 

Os D’ZRT em Évora

Com o objectivo de valorizar a biblioteca estudantil, na passada sexta-feira, no colégio dos Salesianos, em Évora, os D’ZRT mostraram a sua popularidade atraindo alguns milhares de espectadores ao recinto, nomeadamente os
mais jovens.
A noite foi animada pelos decibéis, ao menos a avaliar pelo que se ouvia cá fora, já que o jornal não teve qualquer convite para assistir. Este foi mais um concerto do tour nacional que a banda popularizada pela série “Morangos com Açucar” está a efectuar, tendo Évora desta feita entrado no mapa deste concorrido grupo.
Ainda o Natal vai longe e o grupo pop português já anunciou que vai dar dois concertos especiais de Natal, no dia 19 de Dezembro no Pavilhão Atlântico de Lisboa, e no dia 22 no Europarque de Santa Maria da Feira. Os bilhetes são colocados à venda no dia 4 de Novembro.

 

Para quê um ano da Eucaristia

Com o findar do mês de Outubro,
terminou o ano da Eucaristia, instituído pelo saudoso Papa João Paulo II.
Ao longo do ano houve muitas manifestações para ajudar os crentes a conhecer e valorizar este dom precioso que é a Eucaristia. Estudos temáticos, congressos, jornadas, procissões e mesmo o Sínodo dos Bispos, em Roma, dedicaram-se ao estudo da Eucaristia.
Hoje, último dia de Outubro, dei-me conta a pensar em voz alta: mas afinal o que ficou do Ano da Eucaristia?
- Será que os cristãos que nada entendiam da Eucaristia ficaram mais esclarecidos?
- Será que aqueles cristãos que cada domingo vão à Missa, o fazem agora com maior convicção e com uma participação mais activa porque uma fé mais esclarecida?
- Será que os Párocos já decidiram diminuir o número de Missas que celebram, para celebrar com maior dignidade este acontecimento?
- A nível de cidade e Zonas Pastorais, já se pensou reduzir tantas Missas, algumas às mesmas horas e a poucos metros dos templos onde se celebram?
- Já pensámos em fazer mais celebrações da Palavra em vez de uma pastoral só de Missas?
Poderíamos continuar a formular um sem número de questões, mas o que é importante é saber se a Eucaristia onde participo dominicalmente está mais participada, mais dinâmica, mais de acordo com a vontade de Deus. E se eu como celebrante já fiz algum esforço para que as pessoas de idades e culturas diferentes, mas também com caminhadas de fé diversas, se sentem mais esclarecidas e mais alegres e felizes, compreendendo o Mistério que celebramos, na Eucaristia, onde o Filho de Deus se entrega ao Pai, naquele acto onde Ele pediu que o façamos em Sua memória…
O Ano da Eucaristia foi sem dúvida uma dádiva de Deus, como que a despedida de João Paulo II, no último ano que esteve connosco, onde houve muitas pequenas maravilhas, pelas quais dou graças ao Pai... O que não pode é ter terminado este tempo cronológico, sem que algo tenha mudado e para melhor. Seria uma traição à Trindade Santíssima, se cada um não se esforçar por participar mais activamente no desempenho que lhe foi pedido, para que a Eucaristia faça a Igreja e esta a Eucaristia, na unidade do Pai, do Filho e do Espírito Santo, como dizemos: com Cristo a vós Deus Pai… na unidade do Espírito Santo.

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