Tuesday, January 24, 2006

 

Temos Presidente

Os portugueses em acto livre e democrático escolheram no passado domingo, 22 de Janeiro, o 18.º Presidente da República, prof. Aníbal Cavaco Silva.
Depois de uma longa campanha eleitoral, aliás pouco esclarecedora, como denunciámos, onde os 5 candidatos da esquerda decidiram atacar Cavaco Silva, o povo soberano e inteligente, não foi em cantigas e votou em quem muito bem entendeu, dando a maioria absoluta a Cavaco Silva logo à primeira volta.
Dos oito milhões e quinhentos mil eleitores, 3.295.420 isto é, cerca de 37,4%, não votaram. E dos votantes, os resultados obtidos nas 12.500 mesas de votos, menos três que boicotaram o acto eleitoral, Cavaco Silva conseguiu 50,6%; Manuel Alegre 20,7%; Mário Soares 14,3%; Jerónimo de Sousa 8,6%, Francisco Louçã 5,3 e Garcia Pereira 0,4%.
Os candidatos derrotados, Manuel Alegre e Mário Soares cumprimentaram e felicitaram Cavaco Silva. Os outros candidatos ficaram-se pelas lutas que vão travar... Mário Soares foi o primeiro a falar e afirmou que “Só é vencido quem desiste de lutar. E ele não desiste de lutar”.
Por sua vez, Manuel Alegre, realçou que não atingiu os seus objectivos por algumas décimas e lembrou que “há mais vida para além dos Partidos...”
Cavaco Silva foi o último a aparecer e lembrou que “a sua vitória não é a derrota de ninguém”. Quer o maior respeito por todos e com orgulho vai ajudar Portugal, deitando mãos à obra. Lembrou que à nossa frente temos um caminho exigente e só com cooperação institucional se podem resolver os problemas da Pátria. E todos juntos vamos vencer...
E afirmou: “Serei o presidente de todos os portugueses, mesmo dos que não votaram em mim. A vossa presença é um estímulo para bem servir a minha Pátria”.
E quando alguns analistas já diagnosticavam um congresso no PS para acerto de contas... José Sócrates veio dizer que trabalhará com o Presidente eleito para bem de Portugal e que estes resultados em nada afectam o PS que não quer nenhum acerto de contas...
Desta eleição sobressaem 3 ideias – Cavaco Silva é o primeiro presidente da República da área do Centro; quando as forças Armadas e o poder judicial parecem estar em crise é o povo português o garante da democracia.

 

De novo eleições

O acto eleitoral livre foi uma conquista de cidadania de que todos nos devemos orgulhar.
A fome de se expressar era tão grande que, nos primeiros actos eleitorais, havia pessoas que se encaminhavam para os locais da mesa de voto, de manhãzinha cedo, muito antes de abrir as urnas...
Como diz o povo, não há fome que não dê em fartura. E entre nós os actos eleitorais têm sido tantos que as pessoas começam já a sentir-se cansadas de votar!
É uma tarefa de todos os cidadãos apelar às pessoas que votem, livremente, em quem entenderem mas que não deixem que sejam os outros a decidir por si. E muito menos, que seja a abstenção a ganhar aos que têm opinião.
No próximo dia 22 de Janeiro o povo português vai ser de novo chamado às urnas, desta vez para escolher o Presidente da República para os próximos 5 anos.
Nas páginas centrais, traçamos a biografia de ambos os candidatos e os principais traços do programa.
Como sempre, manter-nos-emos à distância. É o povo que decide. Contudo, não deixaremos de fazer um apelo veemente para que todos vão votar.
Apesar do cansaço, desilusão, frustração pelos sucessivos desfechos eleitorais, há que ter esperança e ir mais uma vez. Os candidatos desta vez dão para todos gostos: podem ser políticos cinzentões, poetas, demagogos, simpáticos, e charlatões, mas todos são democratas!
Importa escolher o que melhor defende os interesses de Portugal, porque acima de tudo é o país que está em jogo.
Leia o perfil de cada candidato, e decida-se por colocar a cruz no da sua preferência.
Mas não falte ao acto eleitoral. Seja cidadão, exerça a cidadania.

 

Presidenciais: Uma campanha pouco esclarecedora

É já no próximo domingo que os portugueses vão votar para o novo presidente da República.
Como sempre acontece, temos estado em período de campanha eleitoral que, para alguns candidatos, pelo menos um, começou há já largos meses.
Avaliados e examinados os processos individuais dos candidatos, são seis os concorrentes ao lugar de magistrado máximo da Nação.
E quando se julgava que houvesse respeito e dignidade por aqueles que querem ser votados a tão alto cargo, eis que foi criada uma frente de cinco contra um, combatendo tudo o que vem daquele lado como se só o que vem da esquerda é que é bom.
Por mim, há muito que fiz as minhas opções e nada me confunde a informação e contra informação que enche de barulho as mentes mais puras. Mas acredito que se o velho adágio “água mole em pedra dura, tanto bate até que fura” e o conhecido conselho de um político “menti, menti que da mentira alguma coisa fica”, surtem efeito, então também há muita gente que deve andar confusa, receosa, indecisa, acabando muitas vezes por fazer o mais fácil que é a abstenção...
Desde a minha meninice me habituei a lutar por adquirir os direitos de cidadania que as reuniões de jocista mais me fortaleceram. E votar é um destes direitos que mais defendo. Refiro-me, claro, a votar livremente em quem entender. Por isso, espero exercer de manhãzinha, no princípio do meu dia, para ficar de consciência tranquila. Já o resultado final, pouco me interessa se é que vivemos em democracia e sair vencedor aquele que o povo escolher.
Aceito a vontade da maioria. O que não aceito é que haja quem queira excluir alguém porque pensa diferente de mim ou porque é menos democrata do que eu...
Também isto são coisas de democracia, onde todos temos de fazer uma longa aprendizagem.
E já agora, vá votar!

 

Novo ano

Cada ano ao chegar ao fim é visto como um anátema que é preciso esquecer. Também é verdade que aqui e além já se vão ouvindo algumas frases a fugir à rotina, “oxalá o novo ano seja como aquele que agora terminou que não foi pior”.
E para fundamentar esta posição é necessário lembrar os principais acontecimentos do ano que agora findou. E indiscutivelmente que nos vem logo à memória a morte de três personagens ligadas ao cristianismo. A irmã Lúcia falecida em Fevereiro, João Paulo II deixou-nos em Abril e o irmão Roger, em Agosto de 2005.
Outros acontecimentos a lembrar-nos os 40 anos do Vaticano II, a eleição de Bento XVI em Abril, as Jornadas Mundiais de Colónia, em Agosto, e o Sínodo dos Bispos que terminou em Outubro de 2005.
Espalhados pelo calendário civil, muitos acontecimentos há que lembrar – a Conferência Episcopal pronunciou-se em Julho, contra a crise económica em Portugal; o Congresso Internacional da Nova Evangelização foi um acontecimento marcante do final do ano, mais propriamente Novembro de 2005.
E quando todos estamos ocupados com o Lisboa/ Dakar, qualquer coisa como 9 043 km de aventura, eis que o novo ano surge com algumas surpresas – aumento dos juros, portagens mais caras, imposto automóvel a subir, electricidade mais cara 2,3% para as famílias e 8,9% para as empresas, enquanto se aguarda o resultado da Operação Ano Novo, com o drama dos números do Natal na cabeça... a consolação do salário mínimo subir para 385,9 euros, com as pensões a subirem timidamente e o crescer do endividamento dos portugueses que já era alto em 2005, representando 118 por cento do seu rendimento disponível, o Instituto Nacional de Estatística prevê um maior agravamento em 2006.
Entretanto já esquecemos a tragédia do Tsunami do ano passado, na Ásia e na América e ficamos babados com os novos craques dos grandes clubes e os êxitos dos U2 e dos Stones...

This page is powered by Blogger. Isn't yours?