Thursday, March 30, 2006

 

Um Movimento em marcha

No passado fim de semana, em Fátima, aconteceu mais um acto de piedade dum movimento cristão, que nasceu há 100 anos.
Com efeito, em 1907, Baden Powell fez o primeiro acampamento na ilha de Brow Sea, que foi uma bola de neve, a percorrer todos os continentes para o lançamento deste desafio aos adolescentes e jovens, que é o Escutismo.
O início das celebrações aconteceu no Santuário de Fátima, onde cerca de 17 000 filiados do CNE, Corpo Nacional de Escutas, dentre os 70 000 que constitui o número de escuteiros nacionais, quiseram estar presentes junto do altar do mundo, aos pés de Nossa Senhora, Mãe de todos os escutas, para agradecer este dom que é o escutismo, por onde já passaram pessoas de todas as raças e condições sociais, já que o escutismo se caracteriza precisamente por cada elemento ser irmão do outro.
Nesta jornada, para além das actividades escutistas marcadas para cada secção, D. António Carrilho presidiu à eucaristia dominical e falou da origem do escutismo que deu origem ao Corpo Nacional de Escutas, Escutismo Católico Português, há 84 anos.
A presença destes 17 000 elementos do C.N.E., em Fátima, é a certeza da opção que estes jovens fazem por Cristo – o verdadeiro chefe, o irmão amigo, Aquele que está sempre no nosso lado.

 

Dia de S. José marca a história de “a defesa”

Cada ano, no mês de Março, no dia mais próximo do 19, celebramos o aniversário da fundação de “a defesa”.
Este ano, para além do número que antecedeu aquele dia ter sido dedicado ao aniversário, com mensagens e saudações de muitos anunciantes e entidades regionais, inaugurámos uma exposição de pintura e, na sala de reuniões, destacámos os principais artigos publicados n’ a defesa ao longo destes 84 anos. Estiveram presentes, D. Maurílio, Arcebispo de Évora, o presidente da edilidade, dr. José Ernesto Oliveira, o presidente da Região de Turismo de Évora, dr. Andrade Santos, e muitos dos artistas que por aqui passaram, bem como colaboradores e amigos de “a defesa”.
Foi tudo muito simples, como de simplicidade se revestiu a vida do nosso patrono, S. José. A Sagrada Escritura pouco fala deste homem, da descendência de David, que não rejeitou Maria, que procurou hospedaria para o nascimento de Jesus, que fugiu para o Egipto porque Herodes queria matar o Menino, que educou Jesus fazendo que nada lhe faltasse e, cumprindo a lei mosaica, o apresentou no Templo. José, nosso patrono, modelo de Pai, faz-nos pensar, nesse dia, em todos os pais...
Por isso, num só dia, prestámos três homenagens: ao homem da linhagem de David, nosso patrono. Aos colaboradores e amigos que ao longo de 84 anos tornaram possível a continuidade de “a defesa”, e a todos os pais do mundo por esse dia que lhes é consagrado.
Que S. José a todos proteja e que o seu modelo seja caminho a seguir.

 

O aniversário de “a defesa”

Há muitos anos, ainda era uma criança, começou a minha lida com o jornalismo, quando nos escuteiros criei um jornal na Patrulha que dirigia, que se chamou A Voz da Patrulha.
O curioso disto tudo é pensar como começou o primeiro número. Uma massa gelatinosa, feita a partir da leitura de uma revista, um químico e, de seguida, a folha branca era colocada naquele tabuleiro e ficava impressa... Com a aceitação do jornal começámos então a imprimir de forma mais sofisticada: escrevia-se num Stencil. E daí, eram as Irmãs da Santa Igreja que imprimiam numa panela antiga que duplicava os textos...
Mais tarde, já jovem, Monsenhor José Filipe Mendeiros, sem saber lá porquê, começou a pedir-me para ir aqui e ali fazer pequenas notícias e reportagens... estamos por volta dos anos 70. De então para cá, nunca mais desliguei do contacto com a defesa, até que em 1975, o querido Arcebispo D. David de Sousa, que agora partiu para a casa do Pai, num gesto inédito, foi ao meu quarto no seminário, bateu à porta e pediu-me se podia falar comigo.
Atrapalhado com aquele gesto, sem ter uma cadeira para o mandar sentar, escutei a mensagem que tinha para me transmitir, que se resumia nisto: com a doença do Pe. José Luís Barroco, os meus professores do Seminário, alguns que tinham sido meus mestres na Escola Técnica, pediam a minha colaboração para a administração de a defesa. Não podia dizer que não, limitei-me a informar o Senhor Arcebispo que iria combinar com a equipa do Seminário e acompanhei D. David até à sala vermelha, tendo-me agradecido com certa comoção...
Daí para cá, já lá vão 30 anos, nunca mais desliguei deste compromisso com o meu Bispo, numa causa que abracei e a que, sem limites, me tenho dedicado.
A memória das pessoas é curta... contudo, de então para cá substituímos todo o parque das máquinas mecânicas, para os modernos computadores; criámos instalações próprias, procurámos responder aos nossos clientes com maior prontidão e qualidade... e tudo, orgulhosamente o digo, sem nunca ter pedido um cêntimo à Diocese...
Eis-nos chegados a uma nova fase, pois caiu sobre mim a direcção do jornal, que procuramos cada semana, seja uma companhia a chegar às casas dos leitores, sobretudo daqueles que confiam em nós, desde a primeira hora, e que não dispensam a nossa presença...
Será que atingimos os nossos objectivo? Uma coisa sei: não nos poupámos a esforços, dedicação, delinear de estratégias para que o produto semanal seja quilo que deve ser. Se o não conseguimos, é por limitação humana, nomeadamente falta de novos assinantes e de publicidade.
E este é o apelo que deixamos em dia de aniversário: que cada leitor arranje um novo assinante... e nós nos encarregaremos de gerir a vossa generosidade. Assim S. José, nosso Patrono, nos abençoe.

 

8 de Março

Hoje celebra-se o dia internacional da mulher... Apesar dos esforços para dignificar o estatuto da mulher, lamentavelmente, pouco mais se poderá dizer que não seja falar de mulher descriminada no trabalho, dedicada à causa da família, sacrificada para tratar da vida doméstica, chegar a horas ao trabalho e, no fim do dia, ir buscar os filhos à creche, dar-lhes banho e alimento, lavar a roupa e passá-la a ferro para vestir os filhos no dia seguinte.
A mulher é por natureza um ser Superior, com capacidade de adaptação, capaz de enfrentar várias lutas sem deixar de dar atenção aos filhos, ao marido e aos que a rodeiam.
Com uma capacidade grande de superar a dôr, ela é uma lutadora na casa, no trabalho, na sociedade. Mesmo quando está obrigada a trabalhar aos domingos e feriados... por precaridade de emprego, ela é ordeira e criativa para chegar aqui... ali... acolá e dar conta da multiplicidade de tarefas a que está obrigada, pelo seu estatuto de mãe, esposa, mulher!
Na sociedade ela desempenha tão bem quanto os melhores, as tarefas em todas as áreas – ensino, gestão, economia, pesquisa científica e na condução de pessoas e nações...
E é por isso que nós a admiramos e hoje lhe prestamos a nossa homenagem – Obrigado, mulher!

 

Basta senhor Ministro

A comunicação social em Portugal anda com os nervos à flôr da pele, com a atitude que este Governo está a tomar face à mesma.
Depois de assistir em silêncio a todas as alterações que o Governo tem vindo a impôr ao sector sem que os parceiros sociais sejam ouvidos, chegou a hora de dizer basta. Com efeito, no passado dia 24 de Fevereiro, num hotel de Lisboa, em encontro promovido pela Confederação Portuguesa dos Meios de Comunicação Social (CPMCS) que reuniu praticamente todos os sectores dos mass media em Portugal, televisões, rádio e Associações de Imprensa, Pinto Balsemão, presidente da Impresa, dirigiu fortes críticas ao Governo que acusou de querer “sufocar empresários e jornalistas, com as propostas do Governo para o sector, nomeadamente a lei orgânica que cria a ERC (Entidade Reguladora para a C. Social), onde cada vez mais se faz sentir a intervenção estatal...
Perante a carga legislativa que o governo impôs à Comunicação Social, todos os presentes declaram guerra ao Governo, já que os grupos ali representados disseram não estar dispostos a submeterem-se às intenções do Governo, numa tentativa de “domesticação da imprensa”.
As medidas propostas pelo Governo agora criticadas, são:
. ERC – A equiparação dos membros da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) a agentes policiais coloca em causa a preservação do segredo profissional das fontes de informação.
. Publicidade – O novo código da publicidade faz tábua rasa da auto-regulação e, ao criar mais uma taxa, acentua a crise em que vive o mercado publicitário.
. Estatuto – A regulamentação da matéria de autor, inserida na reforma do Estatuto do Jornalista, criará dificuldades às estratégias que passam pelas multiplataformas.
. Cinema – A proposta de alteração da lei está desenquadrada do contexto português e serve apenas para alargar o âmbito da taxa de publicidade.
. Música – A nova lei constitui uma grosseira intromissão na liberdade de programar dos operadores.
Entretanto o ministro Santos Silva diz que as medidas impostas não se destinam a sufocar as empresas de Comunicação Social, mas antes garantir a liberdade de imprensa.

 

Os Pastorinhos voltaram a juntar-se em Fátima

Depois dos restos mortais de Jacinta e Francisco Marto repousarem já na Basílica de Fátima, com a morte da irmã Lúcia há um ano, os seus restos mortais foram transladados do Convento das Carmelitas em Coimbra, para a nave direita da Basílica de Fátima. Deste modo, os Pastorinhos voltaram às origens, onde Nossa Senhora lhes apareceu e fez os seus pedidos.
Com efeito, no passado domingo, depois da Eucaristia em Coimbra, no recinto de Fátima, cerca das 15h, foi celebrada uma Eucaristia presidida por D. Serafim, bispo de Leiria/Fátima, seguindo-se a sepultura da irmã Lúcia.
Foi um acto de fé, que reuniu mais de 250 mil peregrinos, não obstante o temporal que fez e os 3 canais televisivos acompanharem este acto em directo. Foi uma grande manifestação de fé a ter em conta na canonização da irmã Lúcia, uma vez já beatificados Francisco e Jacinta Marto.

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