Friday, September 22, 2006

 

Começou o novo ano lectivo

Por despacho da ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, o novo ano escolar deverá começar entre 11 e 15 de Setembro. Tudo bem, é palavra da Ministra e tem de se cumprir.
Porém, quando se desce às bases é tudo tão diferente. Há obras que após quase três meses com as escolas fechadas, só agora tiveram início. No ensino básico, os professores ainda não sabem se têm ou não prolongamento de horário e quais as actividades para dinamizar as escolas e quem as vai dinamizar.
No ensino secundário continua o descontentamento dos professores colocados na primeira fase que se sentem prejudicados em relação aos últimos que ocuparam os lugares que os primeiros tinham direito... Nas universidades ainda é cedo para falar...
Para além destas pequenas mazelas, que as haverá sempre por limitação humana, o novo ano lectivo arrancou. Na maioria das escolas o número de alunos baixou, gerando inclusivamente o fecho de alguns estabelecimentos de ensino; apesar de tudo, nem tantos quantos foram inicialmente indiciados, e que tem motivado o protesto por parte de pais e alunos.
Para além de todo este nublado de acontecimentos, a verdade é que está em marcha o novo ano lectivo, que é sempre uma incógnita.
A certeza é que os professores que o são por opção voltam a sentir a alegria e a realização pelo desempenho das suas funções pedagógicas e didácticas, enquanto os alunos vivem a alegria do regresso às aulas e sobretudo do convívio entre amigos, alguns que se não viam desde Junho passado.
E há o número de quantos entraram pela primeira vez no novo ciclo escolar da sua vida. O entusiasmo dos que deixaram o ensino pré-escolar para entrar no ensino básico ou que deixaram a sua velhinha escola de poucas dezenas de alunos para transitar para um mundo bem diferente no balbúcio de centenas ou milhares de alunos, diferentes professores, salas diversas e um mundo de novas disciplinas, que apesar da confusão inicial, lhes traz também a certeza de que entraram num outro mundo já não infantil mas da adolescência...
Só pedimos que a Escola não traga a frustração a estes alunos que sonham carregados de quimeras com um mundo novo... Para tanto é necessária a colaboração de todos os pais, escola, funcionários, alunos e todos os agentes deste mundo maravilhoso por onde quase todos passámos e de que guardamos as melhores recordações. O novo ano está agendado: o primeiro período vai até 15 de Dezembro. De 3 de Janeiro a 23 de Março de 2007 decorre o 2.º período. E o último começa a 10 de Abril e prolonga-se até 8 ou 22 de Junho, conforme o grau de ensino que frequentam. Entretanto, está prevista uma pausa às aulas de 19 a 21 de Fevereiro.
Na actualidade deixamos, para além de uma entrevista ao Director Regional da Educação do Sul, outros dados sobre o ensino. Resta-nos augurar um bom ano lectivo.

Friday, September 15, 2006

 

A Comunicação Social que pagamos

A intenção do Santo Padre para este mês de Setembro, consiste “em que todos os que utilizam os meios de Comunicação Social o façam consciente e responsavelmente”. Antes mesmo de conhecer esta intenção do Papa, já imaginara escrever estas linhas. E porquê?
Na passada semana fiz uma longa viagem do Algarve até Évora. E no caminho, como sempre acontece, tenho como companhia a rádio, normalmente sintonizada na R.R., mas desta vez, sem saber porquê, não consegui sintonizar a R.R. e encontrei uma rádio pública, que diga-se de passagem, em programa de entretenimento me fizera uma excelente companhia na manhã desse dia quando viajei no sentido inverso, isto é, Évora-Algarve... E se de manhã achei excelente a programação, as informações de trânsito, meteorologia e outras, de tarde, já fiquei profundamente frustrado sobretudo com a informação, má informação digo eu, que tive de engolir. É que nos diversos serviços informativos que escutei, a informação era sempre a mesma – o Caso Mateus, o Gil Vicente, o Belenenses, a FIFA e a Liga, os jogos e o calor que se sentia e a esperança de baixas temperaturas.
Ainda que me apetecesse virar de onda, como geralmente faço, tive a coragem de engolir em seco aquela informação uma, duas, três vezes ou mais... para poder concluir a minha reflexão: notícias regionais só fogos; nacionais todas à volta do Caso Mateus. E religiosas nem uma sequer.
E foi aqui que fiquei a pensar: Mas esta estação de rádio é pública, não dá outras informações, quando por outros canais sei que um Simpósio de presbíteros começava em Fátima no dia seguinte, reunindo cerca de 500 Bispos e Presbíteros; quando em Lamego decorriam as Festas da Sr.ª dos Remédios com o habitual brilho que se lhe reconhece; quando em Castelo de Vide tinha terminado o encontro de Verão ligado ao PSD, quando a Festa do Avante também estava a terminar com algumas críticas ao Governo; quando eu sei lá havia uma infinidade de informações a dar aos portugueses, para que bem informados possam fazer as suas opções. O mais estranho de tudo isto é que nem uma informação religiosa quando a Igreja local e nacional é ainda o motor deste país, nomeadamente no trabalho social que desenvolve.
Naturalmente que esta coincidência foi ocasional, nem sequer foi propositada a omissão do facto religioso... mas na verdade é o que acontece todos os dias. E pergunto: se há jornalistas especializados noutras áreas como o desporto, economia, política,etc. porque não também um jornalista para o facto religioso? De certo que os cristãos que também pagam a taxa do audio-visual têm direito a ser informados. Digo, bem informados.
S

 

Este é o Portugal com que me identifico

Não obstante o déficit continuar a subir assustadoramente, com o Estado a gastar e endividar-se acima das suas posses, Portugal aparece na lista dos que mais ajudam os países pobres num relatório referente a 2005.
Um jornal de Lisboa falava há dias que Portugal é 16.º dos países que dá mais contributivos de ajuda aos países mais pobres, com uma oferta de 303 milhões de euros, à frente de Espanha, França, Itália, Grécia e Japão.
A ajuda aos países desfavorecidos faz parte de uma cultura solidária, onde mais uma vez se prova que nem sempre os mais ricos são os mais generosos.
No caso, o índice coloca em primeiro lugar a Holanda, seguida da Dinamarca, Suécia, Noruega, Áustria, Suíça e Reino Unido e só depois aparecem os EUA, Irlanda e Bélgica à frente de Portugal.
Dentre as ajudas, o apoio português é voltado mais para os Palop’s, pois para Cabo Verde foram 36 milhões, 28 para Timor, 18 milhões para Moçambique, 16 para Angola e 10 milhões para a Guiné-Bissau... As outras ajudas estão dispersas pontualmente por países como a Bósnia, Kosovo...
O referido relatório elogia ainda Portugal por ser o país que mais ajuda em missões de paz e humanidade, ocupando o 6.º lugar e no ambiente aparece em 8.º.
Para além deste estudo, é bom olhar para a generosidade de tantas pessoas que nesta altura do ano, voluntariamente se entregam à causa da ajuda ao próximo. Refiro-me a esse grupo de bombeiros que coloca a sua vida em risco, por uma causa bem solidária que é o estar alerta para os fogos e outros auxílios para que são chamados. E isto, quando se sabe que todos os anos morrem bombeiros no exercício da sua missão.
Estes casos honrosos, de Portugal estar na linha da frente em ajuda financeira, em missões de paz, em ajuda ao próximo, faz parte de uma cultura solidária de que nos orgulhamos de partilhar e que poderá ainda ser mais marcante se existirem objectivos bem claros de ajuda. Afinal somos um povo que não fica indiferente ao que se passa à nossa volta . E é com este Portugal que eu me identifico.

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