Thursday, December 21, 2006

 

Arcebispo de Évora há 25 anos

Faz no próximo dia 8 de Dezembro vinte e cinco anos que D. Maurílio de Gouveia, vindo de Lisboa, se sentou na cátedra dos Arcebispos de Évora pela primeira vez, depois de ser Bispo Auxiliar e de Mitilene de Lisboa.
Na altura, sucedeu a D. David de Sousa que por dificuldade visual pedira a resignação que foi prontamente aceite pela Santa Sé e que fora contestado pela divisão das paróquias da cidade e que vivera todas as atrocidades de 25 de Abril, onde forças descontroladas se mostravam hostis à Igreja.
D. Maurílio veio encontrar um Seminário que ainda não passara pela crise do post Vaticano com um corpo docente de alta craveira cultural e teológica, dentre eles, Monsenhor Mendeiros, Cónego Sebastião Martins dos Reis, Dr. César Baptista, Henrique Marques, Chantre Guerreiro para lembrar só alguns dos que já partiram para a eternidade…
O Episcopado de D. Maurílio em Évora fica marcado por quatro grandes acontecimentos:
- A vinda do Papa João Paulo II à Arquidiocese;
- A criação do Instituto de Sustentação do Clero (ISC);
- A celebração dos 350 anos da coroação da Senhora da Conceição como Padroeira de Portugal;
- As visitas pastorais que realizou a toda a Arquidiocese, mais de uma vez bem auxiliado, primeiro, por D. Manuel Madureira Dias e mais tarde por D. José Sanches Alves, com um punhado de Presbíteros diocesanos generosos que o ajudaram a realizar esta missão e onde D. Maurílio revelou os seus dotes pastorais com gestos proféticos que confortaram o coração dos alentejanos.
Como acontece com todos os mortais, também houve certamente alguns momentos menos bons. Mas não me compete a mim ajuizar.
Do Episcopado de D. Maurílio, direi que fica na história como continuador de grandes Arcebispos que por aqui passaram: D. David de Sousa, D. Manuel Trindade Salgueiro, D. Manuel Mendes da Conceição Santos, para só falar dos mais próximos.
Em hora de celebração das bodas de prata, “a defesa” implora ao Senhor as suas Bênçãos para ajudar o Prelado a descobrir o que fôr melhor para si e para a Arquidiocese!
D. Maurílio deixa a sua marca como homem sábio e piedoso, com alguns livros publicados, notas pastorais gravadas que não deixarão apagar da história e onde perdurará a sua actividade como indicador para quem o substituir…
Na data da celebração dos 25 anos na Arquidiocese, D. Maurílio pediu a maior descrição, negando-se mesmo a ser entrevistado.

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