Thursday, December 21, 2006

 

O papel das Misericórdias

Portugal recebeu este legado desde o tempo da rainha D. Leonor.
Ao longo da História, o papel desenvolvido por estas instituições foi meritíssimo para o desenvolvimento do país, mormente através do papel que desempenharam na área da saúde.
Um pouco por todo o lado se vê ainda o antigo Hospital da Misericórdia, que desenvolveu um papel ímpar, mormente ao prestar assistência aos mais pobres e desprotegidos, geralmente bem servido por irmãs religiosas que dedicavam a sua vida por esta causa. Ainda nos lembramos, na nossa infância, do Hospital da Misericórdia de Évora com uma equipa clínica de qualidade e um grupo de irmãs voluntárias de muita generosidade e competência.
Havia cama para todos os doentes e nunca ninguém ficou por ser tratado, mesmo se não tivesse qualquer cartão da Segurança Social...
Os ventos da história, após a revolução de Abril de 1974, como aconteceu com outras instituições, destruíram o que de bom havia. E as Misericórdias não resistiram aos assaltos, invasões, invejas... numa palavra, à sua destruição.
Como sói acontecer, depois da tempestade vem a bonança. E a própria sociedade civil, sentiu que deveria abrir o dossier das Misericórdias, negociando, entregando, apoiando o renascimento carismático dessas instituições.
Porque há muito que contar e para conhecer, iniciamos hoje uma série de suplementos para dar a conhecer estas instituições seculares, mas também como homenagem a tanta gente que tem ocupado as cadeiras da irmandade de forma voluntariosa, com esmerada competência e dedicação...
Começamos com a Santa Casa da Misericórdia de Redondo que foi a primeira a responder ao nosso desafio.
Mas outras há que já estão na lista, embora muitas outras ainda não tenham respondido à nossa carta, pensamos nós, porque estão à espera de reunir para decidir.
É curioso notar como estas instituições se têm dinamizado e actualizado. E quando lhes foi tirada a assistência médica, renovaram-se e jogaram mão a outras valências – ATL, Jardins de Infância, Creches, Apoio ao Domicílio, Centos de Dia e Lar, havendo mesmo outras que voltaram a abrir e dirigir os seus hospitais, como boa alternativa ao caos que se vive na área da saúde em Portugal...
Pode dizer-se que o espírito humanista e cristão se fundiu para dar lugar à mais alta dedicação e solidariedade humana que se vive nas Misericórdias.

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