Friday, February 02, 2007

 

Aqui d’el Rei

A comunicação social, nestes últimos tempos, achou um bode expiatório numa Comunidade religiosa que a cidade de Évora bem conhece, pelo seu espírito de trabalho e dedicação aos outros, julgando em praça pública a referida Comunidade, porque uma menina se lembrou de dizer que era mal tratada pelas Irmãs.
É verdade que as crianças precisam de muita atenção, carinho e dedicação, já pela sua idade e fragilidade humana e, aquelas em particular, pelos dramas familiares que assistem e vivem, que levou a Segurança Social a entregá-las ao cuidado daquelas religiosas E tenho sido testemunha que aquelas religiosas vivem quase exclusivamente para as 15 crianças/adolescentes que protegem, acarinhando-as, querendo o melhor para elas, dedicando-se dia e noite, dias úteis e feriados àquelas crianças que lhes foram confiadas. É muito provável que, pelo cansaço físico, pelas birras das meninas, pelas dificuldades que é educar hoje, particularmente pessoas já tão marcadas, que uma vez ou outra, tenham sido mais rijas e lhes tenham mesmo aplicado algum castigo de as não deixar ir brincar ou mesmo ver televisão, mas tudo em nome da educação.
Pergunta-se: em situações idênticas como reagiriam os pais e encarregados de educação?
Pois bem, porque uma menina se lembrou de dizer que é, ou foi, mal tratada por A ou B, eis que o mundo se ajoelha aos pés daquela vítima, sem se importar saber se é verdade ou menos verdade o que a adolescente afirma, para julgar em praça pública uma Comunidade que tem estado ao serviço daqueles que a própria sociedade, a começar pelos pais, abandonaram...
Não estou a dizer que se há erros educativos que não devem ser corrigidos; não estou a afirmar que sempre tiveram o mesmo sorriso para aquelas crianças; não estou a escrever que a sua metodologia pedagógica é intocável. Não.
Quero dizer que há que valorizar as coisas pelo seu real valor. E perante uma afirmação de A ou B se não devam de imediato julgar e condenar, sobretudo quando se não tem poder para tal. O caso foi entregue à justiça. Deixe-se a justiça trabalhar e no final prenunciar-nos-emos sobre este caso...
Por mera hipótese, gostaria de saber caso as religiosas aleguem não ter condições psicológicas para continuar aquele trabalho cansativo e exausto, e entreguem as referidas educandas ao Estado, já que a família não tem condições para as acolher e educar, quem teria coragem para se sacrificar e acolher, ao menos, uma dessas crianças, dedicando-se de alma e coração, dia e noite, aos seus cuidados?
E mais, que pedagogia adoptaria quando as adolescentes fogem da escola, roubam, mentem e fazem tantas traquinices próprias da sua idade e da sua condição social?
Em prole das crianças e por amor à verdade, precisa-se mais coerência.
S.

Comments:
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